Ano novo, curso novo

Quem me acompanha há tempos está cansado de saber que todos os anos nesta época começo a fazer as inscrições para o curso Cinema: História e Linguagem de 2019.

Então, para quem tiver interesse e puder, ou para quem tiver algum amigo interessado em cinema, coloco logo abaixo um releasezinho com as informações básicas.

As menos básicas estão no site

www.cursoinacioaraujo.blogspot.com

No site falta atualizar a bibliografia, mas até fevereiro, no início do curso, isso estará feito.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO

CINEMA: HISTÓRIA E LINGUAGEM 2019

COM INÁCIO ARAUJO

Já estão abertas as inscrições para as novas turmas do curso “CINEMA – HISTÓRIA E LINGUAGEM” de 2019, com Inácio Araujo, crítico de cinema da Folha de S. Paulo.

As aulas acontecerão no Anexo do Espaço Itaú de Cinema (Rua Augusta, 1470 – SP)

Haverá duas turmas:

Turma 1 – Segundas-feiras, das 19h30 às 23h

Turma 2 – Terças-feiras, de 9h30 às 13h

Aulas começam nos dias 11 e 12 de fevereiro, respectivamente.

Preço e inscrições:

O preço varia conforme o plano escolhido pelo aluno:

Plano Mensal: R$ 400,00

Plano Trimestral: R$ 370,00

Plano Semestral: R$ 340,00

Plano Anual: R$ 310,00

Informações mais detalhadas e inscrições:

www.cursoinacioaraujo.blogspot.com

email: cinegrafia@uol.com.br

telefone: 3926.2538.

Sobre Inácio Araujo:

Críítico do jornal Folha de S. Paulo, Inácio Araujo é também autor dos livros “Hitchcock – O Mestre do Medo” (ed. Brasiliense) e “Cinema – O Mundo em Movimento” (ed. Scipione).

Teve uma antologia de seus textos publicada com o título “Cinema de Boca em Boca” (Imesp, 2010)

Participou, como roteirista e montador, de vários filmes de longa e curta metragem.

Ministra desde 1999 o curso ‘Cinema: História e Linguagem”.

Os homens são de morte…

Ou são de Marte, tanto faz.

O roteiro desse filme muito chato é uma junção de situações que se repetem invariavelmente:

a  sequência começa bem (ou neutra), tende  a melhorar ao evoluir e sempre termina com uma decepção.

Exemplo: a moça vai a uma festa com o amigo (Paulo Gustavo), vê um bonitão e fica toda entusiasmada. Ele se aproxima dela e começa a conversar. Dali a pouco o amigo descobre que essa é uma festa de swing e todo o encantamento se desfaz.

A tocada é essa, do começo ao fim. A base é o diálogo, como de costume, mas nada impedia que a diretora tivesse uma ou duas idéias visuais ao longo de quase duas horas.

Incrível o sucesso do filme. Tem uma entrada boa: a vida conjugal, suas dificuldades, a separação, suas dores e esperanças.

Acho que as pessoas tendem a se identificar com freqüência  com o que sente a heroína, e me parece que essa é a grande virtude do filme.

Com um pequeno esforço dava para ir mais longe. Não a Marte, mas ao menos até a esquina.

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Streaming e filmes

E se o cinema ressuscitasse pelas mãos de Netflix e similares?

Porque se fossem lançados nos cinemas, a seco, nem “Roma”, nem “Lazzaro Felice” teriam o público que estão tendo.

Pela primeira vez em muito tempo vejo filmes se tornarem assunto de conversa entre as pessoas.

E o streaming tem a vantagem de acolher os malditos da história. Já li que o filme novo do Woody Allen não vai entrar em salas, vai direto para a Amazon.

Passemos pela intolerância implícita em algumas dessas condenações à fogueira que estão acontecendo, como ressurreição do moralismo duplicado por fatores libertários – o que é francamente, muito estranho.

Nesse retorno do reprimido sob a forma de repressão intensa, nesse mundo pré freudiano em que agora nos é dado viver, o cinema é uma janela, sim, onde se pode ver com olhos livres, para voltar à expressão a que o Carlão se apegava tanto.

Claro que existe um contrapeso feroz: a vitória do streaming é uma derrota pesada para as salas de cinema, em especial para as independentes, porque é nessas águas que Netflix pesca.

Como se dará essa integração?  Netflix poderia muito bem jogar seus filmes, por duas ou três semanas, em salas. Permitir que fossem devidamente apreciados como devem ser e depois passassem ao streaming, que está longe de ser mau, com as boas televisões de que dispomos hoje em dia.

É claro que, como sempre nesses casos, o mundo dá voltas inesperadas. Por ora, ter o “Roma”, o “Lazzaro”, o Woody Allen é um valor. Eles topam qualquer coisa, trata-se de prestígio. Mas, quando tiverem dominado o circuito, os Netflixes vão padronizar seu produto, como qualquer indústria.

Enfim, temos aqui uma situação bem diferente da França, que bloqueia qualquer produção Netflix porque, mesmo que o filme passe em cinema antes, só pode ir para streaming três anos depois.

Lá eles defendem as salas.

Aqui o pessoal anda abrindo as pernas para qualquer um.

De modo que: veremos.

Michel Mourlet desencantado

Por um lado, é estranho: Michel Mourlet, um dos teóricos mais mencionados hoje em dia se mostra desanimado com o cinema, sendo que Holllywood não faz mais senão produtos de fácil consumo, superficiais, poeiras nos olhos. Sem contar a conversa mole. Nunca, diz ele, ”o desvendamento  de uma verdade humana, o sopro de uma poesia cósmica, a fascinação de uma tragédia, através dos atores, a espessura de seu personagem, a sensibilidade do cenário”.

E mais adiante:

“Temo que o cinema refugie, mais e mais, em pequenas produções fracassaddas, gênero belgas, vistas por dez mil pessoas. O sonho da grande arte popular em que ‘todo mundo podia encontrar seu alimento, em todos os níveis, dilui-se na história em quadrinhos.”

Mourlet foi o principal formulador das teorias do grupo dito macmohniano, dos cinéfilos reunidos em torno do cinema MacMahon. Ao ver o que ele diz somos trazidos aqui ao nosso mísero mundinho.

O que me chama a atenção em seus comentários é: “vistas por dez mil pessoas”.  Por que belgas? Os filmes vêm do mundo inteiro, mas a verdade é que, tirando os blockbusters, filmes dirigidos para públicos específicos, de tipo político ou comportamental, a coisa anda mesmo por volta dos 10 mil. Belgas ou não.

Não tem cabimento “Arábia” não chegou a dez mil. Daniela Thomas, com todo o barulho que fez seu “Vazante” não foi mais longe. E temo que isso também vá acontecer com o  “Temporada”, de André Novais de Oliveira. O filme de ficção científica do Adriley Queirós nem entrou em cartaz…

Estou falando dos brasileiros, então a gente pensa em preconceito e tal.

Não é bem assim. Os filmes estrangeiros, salvo uma exceção aqui e outra ali, como eu disse em geral ligadas a certos assuntos, não vão mais longe. Belgas ou não.

O pouco ânimo de Mourlet pode vir do desgosto com o tipo de cinema que preconizava, onde há muito de argúcia e um tanto de dogmatismo.

À parte a cultura geral muito maior, parte do abismo entre a França e o Brasil, Mourlet me lembra em vários aspectos o velho Rubem Biáfora, outro crítico dogmático, apaixonado, com um olhar muito interessante para as coisas do cinema, incapaz de um olhar para a política cinematográfica…

Enfim, sei que é muito difícil compreender Biáfora para quem não o conheceu. Compreendê-lo à luz de seus textos é quase impossível.

Mas recomendo a quem tenha interesse que leia Gustavo Dahl no primeiro “Filme Cultura” da nova série. Artigo fabuloso de alguém que conseguiu conciliar Biáfora e Paulo Emilio, o aparentemente inconciliável, sendo fiel a ambos.

Biáfora, para mim, é meio como Mourlet. Nele, metade é para aproveitar, a outra metade pode-se dispensar.

Acho que ele estaria bem desiludido, também, com o andamento das coisas no cinema.

Beijo no Asfalto

Fui ver “Beijo no Asfalto” sem nenhuma expectativa: nem boa nem ruim. Nada.

Ou, para ser franco, com um pouco de medo, por causa de um filme anterior, acho que do Bruno Barreto, muito fraco.

O filme foi uma dessas belas, raras surpresas de fim de ano.

Porque a peça de Nelson Rodrigues tem uma fixação forte na época: o jornalismo sensacionalista, a abjeção da homossexualidade, o lotação,  as pessoas indefesas da zona norte…

Em resumo: um repórter sensacionalista vê um homem beijar um moribundo na rua. Percebe ali uma oportunidade riquíssima de vender muitos jornais. Associa-se a um delegado ansioso por criar boa fama sem grande dificuldade.

A vítima, o fulano que beija, é a personagem de Lázaro Ramos. Casado e tudo mais. Homem exemplar: trabalha e vai para casa. No entanto, num mundo em que a crença (nos jornais, no caso) é absoluta, depois desse exemplar começa a se criar um sinal de interrogação cada vez mais inquietante. Será que ele é? – para repetir a pergunta  tal como se fazia na época da peça. Jornal/dúvida/polícia/ opinião pública são os elementos centrais da tragédia que se desencadeia a partir da mentira.

Murilo Benicio tratou de atualizar a questão, colocando um elenco teatral em torno de uma mesa, logo no início, para uma leitura dramatizada, em que cada personagem é, em traços rápidos, definida (mas não o de Lázaro Ramos).

Com isso, o peso original da tragédia se dissolve. Importa pouco a fatalidade de um homem estar na hora errada e no lugar errado. Ou a crença desmedida nos repórteres policiais. Ou o quanto o homem de classe média é frágil diante das instituições.

A tragédia se dissolve, creio eu, em abstração. Com a distância estabelecida pela leitura (e depois mesmo por visões do cenário e do palco), a dramaticidade perde importância. A luz de Walter Carvalho omite quase sempre os olhos das personagens. A função não é, como no “Poderoso Chefão” , impedir que saibamos seus pensamentos. Eles são quase sempre elementares. O universo de Nelson Rodrigues cobre a banalidade, ou antes, encontra nela profundezas abissais.

Com isso, a questão já não é mais o destino dos personagens, sua atitude sórdida, fraca, sublime, o que seja. Não interessa mais a mentira, mas sim a construção da mentira. Como ela surge, quais os elementos que a promovem, como se transforma em crença e, finalmente, em verdade e nos efeitos dela derivados

Não falta atualidade a isso, assim como não falta ao diretor sensibilidade ao tratar seja da sua imagem, seja de seus atores.

Entre outros grandes achados o maior, nesse setor, talvez seja trazer Fernanda Montenegro para fazer o único papel cinematográfico que sua celebridade permite: o de Fernanda Montenegro interpretando Fernanda Montenegro a interpretar dona Judith.

Não significa dizer que FM é sempre a mesma. Nada disso. É que não conseguimos vê-la senão como FM representando outra pessoa. Aqui, sua familiaridade com o texto, suas interpretações do texto, as remissões que faz à atriz que fez um dos papéis, etc., tudo desdobra a personagem pública e ao mesmo tempo a apaga em favor das duas personagens que aparecem no filme: Fernanda Montenegro e d. Judith.

Não sei se consegui me explicar, mas tentei.

Ouço dizer que Murilo Benicio é um intérprete mal humorado. E, a partir da inteligência que conduz seu “Beijo no Asfalto” talvez eu tenha compreendido por quê.

Trotski na Netflix

Como o mundo dá voltas surpreendentes, o nome de Trotski, tão amaldiçoado durante tantos anos na URSS, acabou não só virando o nome de uma série russa (sobre Trotski, naturalmente) como patrocinada por… Netflix.

Não dá para esconder a curiosidade. E não demora muito para que algumas dúvidas se instalem. Jacson, que viria a ser o assassino de Trotski (desculpe pelo spoiler, você, ignorante total do século 20), apresenta-se como um stalinista. E, nessa condição, chegaria perto de Trotski? Duvido um pouco.

Mas não é de verdade histórica (se é que existe) que se trata, mas sim da maneira como a Rússia atual vê o antigo revolucionário, outros revolucionários e a Revolução de 1917  propriamente dita.

A primeira amostragem é paradoxal. Primeiro há o famoso trem. Surge primeiro a fumaça, depois a máquina com as célebres bandeiras vermelhas à frente. De lá ele comandava as tropas durante a guerra civil.

A seu lado, uma  poeta gatíssima não hesita em literalmente atirar-se em cima dele. Nada que deponha contra o revolucionário, ao contrário: essa imagem um pouco libertina o humaniza: não é o homem-máquina que só pensa na guerra etc.

Logo o trem para e a imagem se transforma. Trotski super-herói: ele aparece visto de baixo, em plano geral, alguma fumaça em torno da imagem, a roupa impecavelmente preta. Apenas o boné (em vez do chapelão) o distingue de um pistoleiro de Sergio Leone. E vemos então o Trotski que comandou implacavelmente suas tropas.

Passamos a Paris. Ali Plekhanov e Lenin vivem como nababos, bem acomodados com o fato de a Rússia, sendo atrasada, não estar credenciada a revolucionar o mundo. Trotski, inflamado, na, se não me engano, Closerie dês Lilas, faz discursos que mudarão um pouco as coisas.

Mas o aviso vem desde já: a série não nutre lá grandes simpatias por Lênin. Em sua estética pop parece disposta a recuperar para os russos, quiçá para o mundo, a imagem do revolucionário puro (e duro).

Trotski também é apresentado como um intelectual aberto. Ao menos lê Freud (e vai mesmo a uma conferência do pensador austríaco, de que nunca tive notícia, mas isso pode entrar como forma de crítica à psicanálise, não estúpida, por sinal. No mais, Trotski tem um belo álibi: ele quer é seduzir a bela Natalia Sedova, sua futura mulher. O fato é que ele foi mesmo um intelectual bem interessante, provavelmente o espírito mais aberto do Comitê Central, como o demonstra seu ”Literatura e Revolução”.

Por fim, tomamos contato com um jovem Stalin, mais assaltante de estrada de filme italiano do que propriamente terrorista. Também baba quando ouve Trotski falar. Mas este, já célebre nos meios, não lhe dará muita bola. Stalin fica com a mão pendurada à espera de um bem

Sinal de que a futura tempestade tem a ver com um temperamento rancoroso, ciumento etc. Bem, sabemos que a Rússia contemporânea também está longe de idolatrar o outrora semideus soviético.

Mas não se trata tanto de discutir o regime soviético e suas personalidades mais marcantes, tendo por centro aquele que foi excluído de sua historia por tantos anos, mas de revisar essa história à luz de uma infinidade de macetes modernosos, que começam com posições de câmera “originais” e terminam com composições cheias de firulas, que chegam a atrapalhar o texto, por vezes muito bom. No meio disso dá para por o que o camarada diretor do filme achar melhor, distribuindo simpatias e antipatias.

Trotski na Netflix, enfim… O homem da revolução permanente no canal que representa a globalização do capitalismo selvagem. A mistura é estranha e estranho é o resultado.

Ainda assim, em “Trotski” não deixa de ser fascinante acompanhar a trama da revolução e seus desdobramentos até 1940: é a Rússia que, aos trancos e barrancos, revê sua fabulosa história e seus lamentáveis tabus do século passado jogando sobre um personagem central de suas ditas e desditas.

O teorema de Walter Lima

O crítico Paulo Emílio com seus gatos, em 1972

Ninguém dá grande valor à evidência, no Brasil.

É uma característica, mas também um problema.

Vale para Ugo Giorgetti, vale para Walter Lima Jr.

À parte ter feito filmes magníficos, Walter Lima tem uma visão bem clara sobre nossas derrotas cinematográficas.

Em sua entrevista à Teorema 29 ele levanta esse ponto: onde foi que o cinema novo errou?

Conseguiu coisas magníficas. Partiu de 25 dias de obrigatoriedade, chegou a 150 (nesse ponto era excessivo).

Mas não pôde fixar suas conquistas. E o que temos hoje?

Uma ótima geração sem público algum.

É interessante pensar assim: onde erramos?

Eu seria mais tentado a pensar: onde errou o Brasil?

Pois acredito cada vez mais (basta observar agora) no que sustentava o Carlão: o êxito de um cinema brasileiro depende antes de tudo da auto-estima nacional.

No momento, por exemplo, ela anda tão em baixa quanto a bilheteria dos filmes (todos os setores).

Mas há também esse lado cinema novo, que foi o grande projeto, ame-se ou não, do cinema brasileiro.

Não digo na Difilm, mas na Embrafilme, o cinema novo fez um trabalho grande (não sozinho, diga-se) para isolar o cinema popular daquele período (dito Boca do Lixo, mas não só).

Houve até delegação de artistas e produtores a Brasília para pedir que a dita pornochanchada fosse censurada, o que foi ignóbil (além de inútil).

Se bem estou lembrado, a única tentativa real de aproximar uma coisa da outra se deu já nos estertores da Embrafilme, durante a administração Ivan Isola.

Ele teve a percepção de que sob aquela baixaria havia talento e capacidade para aproximação de um público popular. Não eram todos, mas era possível fazer a atração, de tal modo que se fizesse um maior número de filmes populares sem que ficassem atrelados aos exibidores (que eram os financiadores dos filmes).

É verdade que aí a deterioração dos circuitos populares já era enorme, que os cinemas do interior já não respondiam etc..

Mas também é verdade que o projeto foi bombardeado à vontade.

Se daria certo?

Não sei. Mas posso garantir que uns 99% dos cineastas populares daquele momento teriam ficado felizes de se livrar dos exibidores. Que um Mojica podia ter ressuscitado seu Zé do Caixão em condições de produção mais modernas etc. etc.

E haveria público para isso?

É impossível responder. Mas me parece que existe uma tendência muito elitista entre nós, da qual eu também faço parte, de subestimar um determinado público e um determinado tipo de filme.

Acontecia em 1970, em 1980 e em 2010.

Acho que Paulo Emilio, apenas, viu isso com clareza: enquanto formos um país dividido entre supostos cultos e supostos incultos (cinematográficos, nem falo do resto) não vamos a parte alguma.

No cinema como em tudo mais.

 

Marketing bom, marketing ruim

Foi  bem o marketing do futuro governo Bolsonaro ao enfatizar a questão dos estupros sofridos pela futura ministra de uma série de coisas que já não lembro bem quem são. A ministra da goiabeira, enfim.

O bom marketing: em vez da história lamentável de Cristo subindo na goiabeira, ficou pela frente o dano humano sofrido pela ministra.

No entanto, tudo que foi dito com clareza (os estupros por dois pastores) e pelo que ela própria disse (a desatenção que recebeu de pai e mãe) contrariam de maneira escandalosa a crença de que as escolas devem se privar de tratar de assuntos de sexualidade e que esses seriam estritamente familiares.

É na família e na falta de conhecimento seja das crianças, nesse território brumoso seja para famílias, seja para as crianças, que ocorre grande parte da criminalidade sexual.

Passou a eleição. Pode aposentar essa idiotice de kit gay, de o Estado determinar com tal idade é homem ou mulher e começar a olhar ao menos com alguma seriedade para coisas sérias.

 

No mais: a história da ministra iguala o placar: padres, pastores, curandeiros – ninguém merece confiança prévia e irrestrita. São o poder, que é sempre um perigo.