A Cinemateca no Matadouro (do MinC)

Foto: Jose Cordeiro/SPTuris
Foto: Jose Cordeiro/SPTuris

É o seguinte: pelo andar da carruagem ainda lembraremos do governo Collor como uma era de ouro.
Nem o Ipojuca Pontes, que foi o ministro da época, mexeu na Cinemateca.

É um lugar para especialistas, e Olga Futema era. Não se improvisa alguém numa Cinemateca.
Quem vai pegar esse barco? Quem sabe o que tem no acervo? O que está perigando, o que precisa de restauro urgente etc. etc…
Estou esperando para saber quem vai pegar esse abacaxi (porque é um abacaxi). Algum acólito?
Esse governo provisório mostra, a cada dia, na cultura ou fora dela, a que veio: veio raspar o cofre. Rapina pura.
Vivi 1964, acompanhei as transformações, que não foram poucas. Mas foram diferentes. Gostasse ou não havia ali um projeto nacional levado pelos militares (e, quase digo, apesar dos civis). Hoje não há projeto algum senão arrancar dos pobres tudo que for possível e tirar do país o que for possível. As mudanças são mais rápidas que em 64: tudo já estava na cabeça. E cada coisa que vou te contar.
Entramos (e espero que saiamos logo) em uma era que tudo anuncia calamitosa, na cultura e fora dela.
No caso da Cinemateca é difícil que não seja: o audiovisual está na mão daquele cara que faz aquele festival banana do Recife.
Não é um ministério, isso, é uma opereta.

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