De Volta à Política

Eu tento ficar longe, mas minha incompreensão do que se passa sempre me traz de volta ao universo político.
Os analistas vivem dizendo que Dilma está pagando por seus pecados, porque não cortejava devidamente os políticos.
Ao mesmo tempo, esculhambam os políticos como fisiológicos.
Caso bem recente e que serve como prova do isolamento da ex: um ex-ministro chamado Garibaldi Alves votou contra ela baseado no fato de que, embora ministro, não era (nunca foi? Já não me lembro bem) recebido pela presidente.
Olho a cara do fulano e penso: eu também não o receberia.
Mas presidente tem que receber, “dialogar”, como se diz.
Porém: se o presidente “dialoga”, se topa um monte de acordos (caso mais recente, Lula, mas Fernando Henrique não era muito diferente) então é acusado de ceder aos interesses políticos etc. e tal.
Então, se não perdi nada desses estranhos raciocínios, estamos naquela do preso por ter cão ou preso por não ter cão.
Também conhecido por: na falta de uma explicação qualquer explicação serve.

As ruas

Nem bem saiu o impeachment, o pessoal da agora oposição já está indo às ruas.
Antes era o pessoal da antiga oposição que tomou as ruas.
Era o que chamavam “a força das ruas”.
Mas não estou tão seguro assim de que seja.
Essa invasão das ruas designa, mais do que tudo, a desmoralização da instituição parlamentar.
Não se acredita na representação.
A representação (deputados e tal) também não acredita, sabe que não representa nada.
Resta-lhe ir atrás do que é, ou parece ser, maioria.

A primeira medida

Se é verdade o que li na Folha, uma das primeiras providências do governo será batalhar por uma emenda constitucional que faça cair o mínimo do PIB (13,2%, se não estou enganado) destinado à Saúde.
Primeiro resultado efetivo: R$ 44 bilhões retirados do SUS.
Está entendido o novo governo: para que cuidar da saúde dos pobres?
A Fiesp solta fogos no impeachment, porque não haverá impostos novos para os ricos.
Se tudo der certo, os juros continuam altos e a gente que tem pode viver deles.
Aguarde-se o que virá para a Educação…
Afinal, o ministro da Educação é ligado às universidades pagas, assim como o da Saúde é ligado aos planos da dita cuja.

E o cinema?

Volto a ele e aos DVDs loguinho. Que os caras me deixem…

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