Oscar sem Aquarius (e vice-versa)

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Com toda franqueza, acho que está rolando muita loucura nessa história de Oscar + Aquarius.

Se existe um concurso e uma comissão, nada leva a supor que um dos candidatos deva ser escolhido para representar o Brasil por direito divino.

Mas, por falar em direito divino, convém lembrar que a indicação é feita pelo país. E que o país tem determinados governantes. E que os governantes não gostam do que a equipe do filme fez em Cannes. Portanto, indicam quem quiserem: é uma indicação de governo, repito.

Não conheço o filme escolhido, só a explicação de Bruno Barreto, segundo a qual o filme dialoga melhor com os critérios do Oscar.

É uma conversa mole sem fim. Mas tudo bem: qualquer outra explicação seria igualmente.

Se anos seguindo o Oscar ensina alguma coisa é que os critérios são os mais malucos do mundo.

Aquarius poderia ser rejeitado por ser muito ao gosto europeu. Ou porque não fala do Holocausto (esse é o critério mais seguro).

Mas poderia ser aceito por ser construído como um bangue-bangue.

Concretamente, o filme perderá no Brasil aquele público mais chegado num critério de autoridade.

Pela descrição do Bruno Barreto, o filme que vai para os EUA é uma xaropada. Mas se bem me lembro o último filme brasileiro a concorrer, efetivamente, ao Oscar de filme estrangeiro, era uma xaropada também. Qualquer coisa é possível.

Dito isso, desconfio que o critério seguido tenha sido mesmo o do atual MinC, que é o da mesquinharia total: você se pôs contra mim em Cannes, eu não te deixo ir para o Oscar.

Não é inverossímil, convenhamos.

Do MinC ao MEC

Agora apareceu uma preocupação estranha entre as pessoas anti-PT, ou antigo governo, ou anti seja o que for, com a educação.

Não a educação em si, mas a “linha justa” da educação.

Parece que existe uma conspiração universitária contra o Temer e a favor da bolchevização do Brasil.

O alvo são as crianças, como sempre: são indefesas, fraquinhas, suscetíveis de serem cooptadas pelos comunas demoníacos.

Vem cá: na URSS tivemos uns 70 ou 80 anos de “educação socialista”, ateia e tudo mais. Na Cortina de Ferro foram uns 40 anos, vá lá. E no que isso deu?

Deu no seguinte: quem não virou religioso fanático ou é da máfia ou é atriz pornô. Comunista propriamente acho que essa educação não. Basta olhar os filmes que chegam de lá.

Então, vamos parar com essas bobagens que só servem a algum neo-macarthismo e não são dignas de algumas pessoas que entraram nessa.

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Um comentário em “Oscar sem Aquarius (e vice-versa)

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