Super-8

Almoço com Zé Geraldo Couto. Ele diz que eu falo mais de política do que de cinema aqui no blog.

Não fiz as contas, mas acho que não. É que quando escrevo alguma coisa em que a política está implicada parece que há muito mais interesse do que quando falo em cinema.

Em parte é que a política está muito mais na imagem nos últimos tempos.

Em parte é que o cinema não tem se dado ao respeito: acaba que me dá mais prazer falar de um Nicholas Ray de 1950 que de coisas que vejo agora: é mais moderno, mais vivo, mais vibrante.

Quero logo falar do filme argentino que está entrando, No Fim do Túnel. E que é espetacular.

Mas quero dizer que no sábado caí numa sessão do festival Super-8 aqui em São Paulo.

Não tinha noção de que ainda se fazia super-8.

Se faz.

E remete a coisas do Carlos Adriano e similares.

Por vezes, ótimo cinema experimental.

O que mais gostei: Caatinga. Revisão do sertão dos Sertões, do Deus e o Diabo, rápida, cheia de energia.

Também vi momentos de entusiasmar em Ressuscita-me.

Que pede, desde o título, que se ressuscite o cinema!!!

Belos filmes.

E não raro inacabados. Tinha um com personagens japoneses dançando acompanhados por um grupo de tambores japoneses. Pensei que fosse evoluir para uma escola de samba (acompanhando a coreografia, que vai ficando meio gaiata), mas não. Achei uma pena.

O Caatinga já estava com som.

O som do Ressuscita-me também foi feito na hora: música eletrônica + Maiakovski.

Belíssimo.

Isso para dizer que de repente é nessas margens que o cinema continua vivo, oferecendo algo fora do cardápio tão trivial, tão médio baixo que se vê de hábito.

E, depois do filme do Kleber Mendonça, tem esse argentino de primeira.

E para os próximos dias é apostar na Mostra: vem nela o Elle do Paul Verhoeven tido e havido como o melhor filme de Cannes deste ano. Veremos.

Bom, e como o Zé falou que eu mais falo de política, vou ficar de boca calada.

Ou quase.

O Gerente

Afinal, achei boa a construção da imagem do Dória em SP. Não vejo que o essencial tenha sido a ideia do cara trabalhador. Mas a do gerente. O Adhemar emplacava essa ideia: “São Paulo precisa de um gerente”, dizia.

Tudo volta.

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