A lei para todos

Antonio Calloni com delegados da PF em preparação para A Lei é Para Todos
Antonio Calloni com delegados da PF em preparação para A Lei é Para Todos

Será a lei para todos?

“Policia Federal – A Lei É para Todos”: eis o título de um filme orçado em R$ 13,5 milhões que está sendo rodado por Marcelo Antunez e produzido por Tomislav Blazic.

Segundo a matéria da Folha, os investidores tiveram de assinar um termo se comprometendo a combater práticas de corrupção!

Como? Se eu tenho, digamos, uma fábrica, o que devo fazer para evitar corrupção? Não me corromper é a única coisa.

O que supõe que quem não aceitar tal termo de colaboração está comprometido com se corromper? É isso?

E, porventura, esse tipo de doação de renúncia fiscal em benefício menos de um filme do que de uma propaganda da Polícia Federal (que, aliás, colabora ostensivamente com o filme) não levanta nenhuma, nem a mais leve suspeita? A PF não investiga isso?

Procurei o currículo dos realizadores.

Bem, basicamente, o diretor foi assistente três vezes (creditado no IMDb como co-dreitor em três ocasiões, diretor associado em duas e diretor de segunda unidade uma vez) de Roberto Santucci.

O mais recente, salvo erro, é “O Candidato Honesto 3”, o mais antigo, “De Pernas para o Ar”.

Sobre isso não há o que dizer.

Quem quiser fazer filme de Estado Maior faz.

Que essa colaboração inclua o fechamento de serviços ao público da PF paranaense com a desculpa esfarrapadíssima de fazer reparos ou coisas assim, não previamente anunciadas, aliás.

Já que a lei é para todos, conforme apregoado no título do filme, seria de bom tom a PF começar uma investigação sobre essa atitude.

Em seguida, seria justo fazer um pente fino nas operações dos doadores de dinheiro para tal tipo de filme. Podem ser pessoas que acreditam na lei etc. E podem também ser pessoas que fizeram, digamos, doações preventivas. Pode-se pensar em outras hipóteses, na verdade.

Um digno ministro

Ou melhor, já ex-ministro. E talvez por isso digno… O fato é que as primeiras medidas da gestão Marcelo Calero faziam prever o pior.

Entre elas, claro, a não indicação de “Aquarius” como representante do Brasil ao Oscar por pura vingança contra a manifestação de sua equipe em Cannes.

Mas me pareceu muito digna a maneira como pulou fora do ministério.

Ou seja: abrindo o bico.

Que tenha sido por medo ou não de ser queimado nesse processo, fez o que tinha de ser feito.

Já na prefeitura…

Bem, nunca escondi minha admiração pelo Haddad por sua tentativa, utópica, claro, de civilizar o povo paulistano.

Mas essa digitalização forçada dos usuários de automóvel, fazendo com que usem a zona azul apenas via celular me parece uma violência, para dizer o mínimo.

Primeiro: por que eu devo ter celular para usar a zona azul?

Segundo: por que eu devo ter um smartphone, já que o velho celular comum não presta para essas situações?

Terceiro: por que os talões já comprados não podem ser utilizados até que se esgotem?

Quarto: por que quem confiou na Prefeitura deve ser forçado a trocar os talões não usados por dinheiro em apenas um posto? Se eu moro no Brooklin ou no Tatuapé não existe outra solução senão ir até a Senador Queirós?

Trata-se de questão de bem-estar elementar de parte considerável da população.

Ninguém ao menos dá a razão de tanta pressa? Ninguém pergunta a respeito?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s