Poucas e boas

Para começar, desculpas a quem se dá ao trabalho de gastar algum tempo seguindo este blog.

Nos últimos tempos houve momentos em que meus dois irmãos estavam hospitalizados.

Fora eu, que até visitei e recebi visita da minha irmã, trançando de um quarto a outro.

Isso entre outras coisas.

Então as coisas se acumulam, a vontade de conversar sobre isso e aquilo.

Vou juntar tudo, ou ao menos o que me lembro, em umas amostras grátis.

1. Sturm

Gosto da indicação dele para a Cultura do município (São Paulo). Ele é bom mobilizador (vide o caso Belas Artes), bom administrador (ressurreição do MIS), estudou administração e nesse tempo, aliás, montou junto com o Eduardo Simantob e talvez mais alguém um belo cineclube por lá.

Para o pessoal de cinema acho que será impecável. É o que espero.

2. APCA

O voto na APCA custa R$ 150,00. Eleição de melhores do ano setor filmes.

Votei assim:

melhor filme: Sinfonia da Necrópole

melhor direção: Boi Neon

melhor roteiro: Ralé

melhor atriz: Andreia Horta

melhor ator: francamente, esqueci, mas é que havia vários.

O ano de filmes brasileiros foi bom, muito bom até.

Houve outros, o filme do Neville entre eles, que podem bem ser premiados.

Eu só sugeri que “Aquarius” fosse considerado hors concours, tal a sua relevância nacional e internacional

(ao que me dizem, está como quarto lugar entre os filmes do ano dos Cahiers. Não é pouco). Acho que sufocaria um monte de filmes interessantes.

3. Joaquim

Entrevista notável de Joaquim Barbosa, ex-STF, sobre o problema de o Brasil ter tirado fora uma presidente da República com pretexto pra lá de molambento.

Então alguém achava que se mexe no pilar do sistema e fica tudo por isso mesmo?

Não é pra me gabar (ou antes, até é), mas outro dia escrevi um post por nome “Ovo da Serpente”. Dizia isso mesmo.

Mas ele diz muitas outras coisas bem oportunas.

E aviso que eu gostava dele já nos tempos do mensalão, quando era amaldiçoado pela esquerda e heroicizado pela direita.

Não: era apenas um homem com certo mau humor decorrente da dor nas costas.

E um juiz que, consta, é reconhecido internacionalmente, mas fala que nem gente.

4. Universal

Na Folha, um cara da Igreja Universal diz que eles não têm projeto de poder e tal e coisa.

Mentira deslavada. Eu escrevia sobre TV quando eles compraram a Record.

O primeiro programa de sucesso deles, o Fala que Eu Te Escuto, tinha na bancada o pastor Ronaldo, o pastor Marcelo e o pastor Gonçalves.

O Gonçalves virou bispo e diretor geral da Record. O Marcelo é o Crivela, agora prefeito do Rio, e o Ronaldo parece que brigou com a igreja.

Quem viu aqueles programas sabe que ali já se esboçava um projeto de poder, sim.

Disfarçado pela necessidade de dar voz aos evangélicos, essa conversa toda.

Mas acho que quem consultar a coleção da Ilustrada daquela época encontrará algo meu falando sobre esse projeto de poder.

Acho. A memória me engana. Mas que isso era coisa óbvia era.

5. Não basta?

Com economia no buraco e uma situação política como diz o Joaquim Barbosa digna de república de bananas, nada nos faltava, claro, exceto um acidente aéreo horrível como o da Chapecoense.

Sem palavras.

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