No deserto do Sturm

biblioteca

Como logo de cara manifestei as esperanças que tinha com a indicação do André Sturm para a Secretaria de Cultura SP, logo de cara vou mudar de opinião.

A ideia de fazer das bibliotecas centros de lazer cultural é uma das mais imbecis de que tenho notícia desde meu nascimento.

Como você pode aproximar alguém da leitura por show de música, exibições circenses ou mesmo projeção de filmes?

Só se pode estimular a leitura estimulando a leitura. Não é simples. Mas isso de aproximar a pessoa do livro é risível.

Poderia fazer o inverso: instalar uma biblioteca dentro de um cinema, distribuir livros durante show musical, fazer um artista de circo andar na corda bamba levando um livro pendurado na ponta do nariz…

Nada disso faz sentido, é pura manchete.

Continuo a admirar o trabalho que o Sturm fez no MIS e no Belas Artes (apesar da projeção horrorosa em algumas salas).

Mas tenho a impressão de que, a continuar assim, logo será mais fácil comparar sua gestão como secretário a seu trabalho como diretor de cinema.

P.S – Voltarei ao assunto, mas fico com a impressão de que apreciei “La La Land” bem mais que a maior parte dos colegas.

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