O último Wajda e o novo Ciro

Está aí mais uma coisa que eu pensei que nunca fosse ver e vi.

Ciro Gomes, numa entrevista para o El Pais me pareceu claro e sensato.

Claro ele sempre foi. Sensato, não.

Mas vai ver que eu tenho visto tanta coisa que o Ciro continua o mesmo, mas a situação tornou-se tão maluca que ele parece de uma moderada sensatez.

Duas coisas retive da entrevista. Uma citação formidável de Churchill, para quem político reclamar da imprensa é que nem marinheiro reclamar do mar.

A outra: diante de tanta repercussão sentiu-se solidário com Lula.

Me identifiquei com isso. Acho que a perseguição gera esse tipo de coisa.

Ele diz que se sentiu solidário até com o Temer, desde que a Globo passou a meter o pau no cara todo dia.

Pô, com o Temer não dá. O cara é muito golpista. Mas tem razão o Ciro Gomes: não é pior que a Globo.

Fica aí a recomendação.

No cinema não consigo encontrar o que me entusiasme, o que me leve a escrever.

Ou antes, há o último Wajda. Do ano passado, pouco antes de morrer: melhor que quase tudo deste ano.

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